
COMO ACREDITAR EM ALGUÉM HOJE EM DIA? Cada absurdo que acontece.
- G1

- 17 de ago. de 2023
- 2 min de leitura
Atualizado: 6 de nov.
Como acreditar em alguém hoje em dia. Cada absurdo que acontece por aí. Será que toda essa comida industrializada e as liquidações de eletrônicos estão roubando nossos sentidos, afinal comemos mais quando emocionados e as emoções estão fervendo nas redes sociais e internet. Seria trágico, ao menos para este texto, tentar abordar o tema dispensando o poder que o dinheiro exerce na nossa vida cotidiana, poder tanto que as vezes me parece corromper nossa própria humanidade. Mas se o dinheiro está corrompendo tanto, como acreditar em alguém? O dinheiro está em toda parte, não é?
A questão me chamou a atenção após anos trabalhando com advogado, especialmente, às causas de alimentos e execução de alimentos. Seria cômico, senão trágico. E na maioria das vezes o que acontece é uma discussão sobre quem pode pagar mais, num ringue em que se briga pelo Direito de uma criança. E não falo só do Direito de sustento, falo também do Direito de resguardar a criança à um crescimento saudável. Geralmente, essa responsabilidade é depositada no colo da mãe, que muitas vezes e sem se dar conta, usa seu poder para buscar até o último centavo do pai em nome da criança (claro que nem sempre é assim, mas casos assim existem). Geralmente, incitados pela mágoa do término da relação, o casal parece brigar para ver quem tem mais razão, buscando saudar essa disputa na causa ganha na ação de alimentos. Isso é um absurdo. A ação de alimentos é exclusivamente para arbitrar um valor a ser pago para manutenção e crescimento da criança. O valor é para a criança. Essa finalidade parece óbvia, mas a realidade mostra que muitas vezes essa é a última importância discutida.
O casal se apresenta no processo reclamando de valor de aluguel que pagam, do salário baixo, desemprego, entre outras coisas; e isso é necessário, afinal, após o juiz determinar o valor, não tem como fugir dele. Todavia, existem casos de um relacionamento amigável das partes do processo, casos em que, mesmo após a decisão judicial, é possível fazer acordos para o pagamento, a criança fica resguardada e mais feliz.
Por isso é importante buscarmos nossa identidade de pai e mãe, que pode ter sido atravessada pelos interesses econômicos e as mídia social, o interesse de muitos ou outros motivos. Mais importante ainda, é buscar o valor real da vida, para poder apreciar com mais qualidade o bem mais precioso que temos a vida, nossa humanidade, e ainda poder ver um filho crescer com segurança e qualidade, que considero algo imbatível.
Eduardo Kaplan






















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